A instrutora disse uma coisa que marcou muito: quando discordamos estamos combatendo/destruindo uma ideia, não estamos construindo. E claro, tem ideias que queremos mesmo que não existam, ideias que achamos ilegítimas, prejudiciais, violentas, etc, e as combatemos usando nossos ideias como referência. Não quero que confundam com a tolerância incondicional. Mas pensar nisso me fez questionar a contribuição de somente questionar e não somar (um hábito da minha maneira de pensar e falar até aquele momento). Pensei em alguns dos meus diálogos e tive uma clara percepção: para uma dada situação, alguém dava uma solução; eu questionava a solução, dando provas de que não funcionava assim. E pronto, acabávamos voltando à questão sem solução. Então passei a me concentrar mais em contribuir para as soluções ao invés de exterminar as tentativas alheias. Foi muito bacana e até hoje exercito somar e não apenas subtrair, inserindo então uma alternativa, uma solução ou mesmo uma nova perspectiva para aquele assunto.
Questionar é transformador, nos impulsiona para frente como indivíduos e sociedade. Mas as mudanças também conservam coisas. Eu mudo, mas conservo muito do que ainda me é útil, não me refaço completamente nova. E a nível social também, mudamos (bem mais devagarinho), mas conservamos o que já aprendemos. E assim a construção vai se fazendo.
Aproveito a oportunidade pra dar um salve para o pela conversa construtiva sobre gênero!