Se é que não foi um acaso - não é que identificamos a causa e tratamos nós mesmas? Só de pensar em ter que ir no médico ou tomar um analgésico qualquer que sabe-se lá quais efeitos diretos e indiretos, de curto ou longo prazo podem causar, já me faz sentir um pouco mais autônoma, e também à divagar... Medicina básica deveria estar na grade curricular no ensino obrigatório, assim aprenderíamos o mínimo para lidar com nosso corpo nas afetações mais comuns.
Mas não foi só por causa deste episódio... minha mãe dedica-se bastante estudando medicina natural e o funcionamento do corpo e por muitas vezes testemunhei ela adotando tratamentos certeiros. Mas somos muito desencorajados à ter este tipo de autonomia. Não é só o fato de que as pessoas não tem conhecimento para isso, elas são ativamente desencorajadas à intervirem em seus corpos. Isso fica inteiramente para a medicina formal, não sobrando para nós ao menos o básico para acompanhar e entender minimamente os procedimentos dos médicos. Tentar entender um tratamento de um médico é, muitas vezes, encarado como desrespeitoso. Lembro-me de uma vez que fiz uma pergunta à um médio à respeito de alguma patologia que eu tinha e ele me expulsou do consultório falando que não era a primeira vez que eu o desafiava. Fiquei surpresa, eu estava gostando de saber mais sobre o que eu tinha.
A internet muitas vezes nos confunde e desinforma com todo tipo de informação, boa e ruim. Mas amém à ela porque, se usada da maneira certa, é uma fonte com ótimos conhecimentos sobre medicina que podemos começar a aplicar em nossa vida.