Durante os últimos meses, tenho me dedicado mais ao observar meu comportamento nos dias que antecedem o final do ciclo menstrual mensal, ou seja, durante a TPM. Tenho observado que no total, são praticamente quinze dias sentindo os sintomas mais latentes da TPM, não só emocionais como físico também. A dor de cabeça se faz presente, assim como as espinhas, a irritação e muita melancolia... Geralmente estes sintomas vêm em pacotes separados, onde sem querer desfruto de cada um deles num deleite obrigatório.
Qualquer mudança hormonal brusca que passa pelo meu sistema resulta em intensas cefaleias e quando são mudanças muito intensas como o uso de anticoncepcional ou gravidez, a consequência são incontáveis crises de enxaqueca com aura, que eu acredito ser uma das piores sensações já experimentadas. Por isso, o uso de algum regulador hormonal é impraticável no momento.
TPM não se resume em apenas aquelas cenas clichês de Hollywood, onde a mulher toda chorosa pede chocolates e carinhos do namorado. Quem vivencia sabe que é uma fase muito complexa, onde lida-se com intensos confrontos internos e precisa estar constantemente atenta para que isso não reflita no seu convívio com os outros.
É um momento onde é possível se encontrar com o pior de si e normalmente encara-se a vida sob um outro ponto de vista. Qualquer acontecimento é motivo para um turbilhão de emoções... Falo muito da minha filha estar numa fase muito complicada, mas hoje percebo que nesses meus momentos sensíveis ajo muito parecida com ela.
O “mergulhar nas sombras” revela em nós uma personalidade totalmente diferente da que apresentamos no restante do mês. São nesses dias intensos que tomamos algumas decisões precipitadas, alguns impulsos são tomados de maneira impensada, enfim... Não é uma boa hora para se resolver assuntos importantes.
Hoje o dia está particularmente difícil, mas pela correria do dia, só lembrei há alguns minutos que estou de TPM; alguns acontecimentos dos últimos feriados, algumas palavras ditas por pessoas próximas, algumas atitudes que tomei, hoje estão machucando um pouco mais.
Não sei se lembra, que um dia, há uns bons anos atrás, você me disse algo como: “os hormônios fazem o que querem comigo!”. E acho que não tem outra frase que resuma melhor todo este conflito interno. Somos uma sopa de hormônios à flor da pele nas dores e vivências de ser mulher.
Obrigada por ter lido até aqui e desculpem o desabafo. Abraços, Carol. <3