Quando entramos no estado de intuição linear, no ocidente mais conhecido como meditação, a percepção do tempo torna-se diferenciada. Temos a impressão que se passou muito tempo, mas quando olhamos para o relógio poucos segundos passaram! Muitas percepções, resgates, visões em um flash de tempo. Os segundos viram sútras, sementes de sabedoria. Sútras quer dizer um montão de sabedoria dentro de algo bem condensado, como uma semente pequena que tem o poder de gerar uma grande árvore; como uma frase que concisamente revela uma verdade ou caminho; como um toque cheio de genuína ternura que dispensa qualquer palavra e nos coloca na imensidão da existência... Assim é o momento presente na meditação, é o que importa, o passado e o futuro pairam em um segundo espaço do entendimento, tudo é envolto em atmosfera de inefável felicidade.
A meditação não é um privilégio dos que praticam Yoga ou qualquer outro sistema que “treine” o ser humano para isso.
A meditação é um fenômeno inerente ao ser humano. Qualquer pessoa pode entrar em meditação, fazendo qualquer coisa. Seja o caboclo capinando se roçado, ou quando uma criança olha uma nuvem, ou quando nos encantamos com o brilho do sol na água rugosa do mar, ou quando superamos com a força de nossas entranhas algum desafio natural da vida como a perda de alguém que nos é importante. A meditação nos torna lúcidos, senhores do tempo presente.
Existe uma tribo indígena na Amazônia Brasileira cuja língua originalíssima não tem passado nem futuro. Sim, acredite!! Eles se comunicam usando sempre o tempo presente. O responsável pela descoberta dessa língua foi missionário norte americano Daniel Everett. Essa descoberta balançou os meios acadêmicos da lingüística de tal maneira que Daniel foi severamente punido!! Acredite!! Punido por uma descoberta tão linda e nobre!! Ele foi proibido de retornar a aldeia dos Pirahã, para a tristeza de Daniel e dos indígenas que o tem como irmão.
Daniel foi também abandonado pela família quando depois de conviver com essa tribo teve o seu propósito de catequizá-los não apenas descartado mas, admitir que ele é que foi “catequizado” pelos indígenas.
Ele diz:
“Levar a mensagem de Deus a eles é como levar gelo aos esquimós.”
A lingua dos Pirahã é chamada: A lingua da felicidade.
Não tenho a menor dúvida que os indígenas Pirahã e o Daniel viveram a meditação.
Veja mais a esse respeito no link:
SARUHA!!