Diferente da antiguidade, hoje, a cultura não possui mais o objetivo de deixar para as próximas gerações aquilo que constitui a nossa sociedade atual, seja através do nosso conhecimento ou através de outros meios, claro, existem sempre os pontos fora da curva, mas a cultura atual, e me refiro a todo o globo, perdeu muito do que já foi um dia.
Para esclarecer, a palavra cultura tem origem na palavra em latim “culturae”, que significa cultivar, ou seja, cultivar a mente e o conhecimento, a palavra se origina de outro termo em latim, “colere”, que é o ato do cultivo agrícola. Portanto, cultura é tudo que o ser humano cultiva, cria ou produz, qualquer atividade exercida pelos homens é cultura, por mais esdrúxula que possa parecer aos olhos dos outros.
De acordo com Adorno e Horkheimer – membros da escola de Frankfurt – o que temos atualmente, na sociedade capitalista industrial, é uma “indústria cultural”, ou seja, a cultura está em oposição à sociedade por ser facilmente utilizada comercialmente, isto, apaga aos poucos a arte/cultura erudita e a cultura popular.
Tudo bem, a “causa primeira” da atual sociedade é o capital e ninguém pode fugir disso, mas para a “indústria cultural” a causa final é apenas o capital. Basta comparar a arte, a música, a qualidade de vida das pessoas de cem anos atrás com as de hoje.
Mas, para não fugir do assunto proposto ou não alongar o texto, vou direto ao assunto. Para essa indústria cultural se manter, necessita criar esteriótipos, claro, pois se isso não for feito o seu lucro diminui, ao criar um produto que pode ser vendido/consumido por dez milhões de pessoas por exemplo, seu lucro é muito maior do que se for vendido para apenas cem mil pessoas.
Portanto, parte da base de objetificar as pessoas e depois dividi-las em grupos com o intuito de criar um esteriótipo aceito, e, para isso é necessária a ajuda de seu grande parceiro, a mídia.
Peguemos o modelo de beleza imposto às mulheres – isso está mudando, mas bem vagarosamente – a mulher tem que ser magra, cabelos lisos e tingidos e totalmente desprovida de pelos. Tudo bem, existem mulheres que são assim e se sentem bem, mas a maioria da sociedade não se “encaixa” nesses padrões, portanto, percebam o tanto de produtos que a indústria da cultura vende – desnecessariamente – para a grande maioria das mulheres se adequarem a esse “padrões”.
Não apenas isso, existem muitos exemplos, atualmente sustentabilidade não é mais vista como necessária, mas sim como uma “moda” da sociedade, o sujeito que possui atitudes ambientalmente corretas é bem-visto pela sociedade. Possuir um carro novo e confortável, é um “padrão” - a mídia imbuiu na mente da população que isso é algo necessário, prazeroso e vantajoso. O verdadeiro exemplo masculino é aquele cara que não ajuda a esposa em casa e sempre sai com os amigos para jogar bola ou assistir a jogos de futebol com os amigos.
Mas o melhor exemplo de todos é o do “sonho americano”, ou seja, diversos tipos de padrões que os estadunidenses precisam seguir e diversos itens que precisam adquirir para obter a felicidade, este “sonho americano” do cidadão, na verdade é o “sonho de consumo” imposto pela mídia, governo e indústria cultural.
Enfim, os exemplos são diversos e como já disse, existem os pontos fora da curva, mas esses são alguns tipos de esteriótipos criados pela mídia e meios de “manipulação” para ajudar a indústria da cultura a venderem seus produtos e claro, a mídia lucra com isso através da venda de tempo para propagandas.
É um ciclo sem fim, as pessoas estão totalmente inseridas nisso, pois a partir do momento que o indivíduo não se aceita do jeito que é e torna o esteriótipo como seu objetivo, esse sujeito fará tudo e gastará o que for preciso para se adequar, pois o ser humano é um ser social, ele precisa estar enquadrado em algum grupo e quando não se enquadra, ou sofre sozinho ou outros o fazem sofrer, isso é visível nas escolas através do bullying, que nada mais é do que, fazer sofrer quem não se enquadra nos esteriótipos vigentes.
É meio que aquele papo, a grama do vizinho sempre é mais bonita que a minha, mas a sociedade precisa entender que, mesmo a minha grama que não é tão bonita possui aspectos diferentes, que por muitas vezes podem ser mais vantajosos.
Na verdade o que quero dizer é, enquanto o ser humano não desligar esse vínculo com os meios de comunicação e começar a pensar por si só, fazendo suas próprias escolhas, continuaremos e ser tratados pela mídia, governos e indústria geral, como seres úteis para o consumo, pois todos estes citados acima não enxergam pessoas, mas sim cifras.
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