Nos primórdios da minha adolescência me denominava anarquista, muito pela influência do punk-rock, cresci na década de 80 e as bandas punks brasileiras sempre traziam em suas letras esse conceito de liberdade e eu acreditava ser o ideal.
Mas com o passar do tempo entendi ser algo utópico pois o ser humano nunca foi educado para ser livre. Se por exemplo destituirmos o Estado hoje, consequentemente algum grupo tomará o poder, o que já não seria anarquia mas sim outro Estado.
Nesse meio tempo entendi que o Socialismo seria o ideal, para mim deveria ser uma transição para a liberdade individual. Mas não o socialismo autoritário, um modelo socialista que visasse o bem-estar social e priorizasse a educação do indivíduo para sua liberdade pessoal, coisa que nunca vimos mas acredito ser possível.
Recentemente li dois livros do Chomsky e atualmente estou relendo o "Ser e o Nada" de Sartre e esses livros estão reacendendo a minha chama libertária, mas mesmo assim, ainda acredito ser inviável no momento a liberdade geral individual pois penso muito no social, ou seja, se a igualdade e liberdade não for para todos não tem validade, a meu ver.
O grande problema de tudo é que o Estado, a religião e os detentores do capital, durante os séculos, conseguiram inserir quase toda a sociedade no conceito kantiano de "menoridade" e a liberdade necessita a priori que o ser humano saia da menoridade e busque a "maioridade", mas infelizmente as pessoas não querem isso ou pelo menos, não sabem como fazer isso.
Acredito que o ponto chave para essa libertação seja a educação, Paulo Freire já dizia isso na "Pedagogia do Oprimido". O problema é como educar e se o Estado irá deixar essas pessoas serem educadas para serem livres.
Excelente texto e continuemos na busca pela liberdade do indivíduo, quem sabe as gerações futuras consigam este feito.
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RE: Existencialismo e Anarquismo - Herbert Read e Max Stirner