Complementando essa postagem que eu fiz sobre a nossa sensação cada vez maior de nunca ter dinheiro suficiente, acabo de ler a notícia que finalmente estamos de volta para o futuro. Isso porque chegou ao Brasil o tênis que se amarrava sozinho no filme “De Volta Para o Futuro 2” de 1989. Ele virou realidade graças ao modelo HyperAdapt 1.0 da Nike.
O preço é de meros R$ 3.500,00, uma pechincha total. Aí eu fico pensando, hoje em dia se a pessoa não tiver a cabeça no lugar e não souber priorizar as suas despesas ele pira. Porque tem coisa pra todo preço. Se o cara quiser um tênis de R$100,00 tem, mas se quiser de R$ 3.500,00 tem também. O céu parece ser o limite.
Não sou contra nada disso, muito pelo contrário, eu sou um verdadeiro entusiasta de tudo isso. Fico maravilhado com a capacidade humana de inventar coisas novas, cada vez mais úteis e que nos trazem conforto. Porém, o lado humano da coisa é que tem ficado pra trás. Porque quanto mais a tecnologia é capaz de nos trazer conforto, mais quem não tem acesso a ela se sentirá à margem da sociedade, excluído.
E aproveitando a deixa pra continuar falando do lado desumano da tecnologia, um outro assunto que me preocupou hoje foi o cancelamento da reunião de Trump com Kim Jong Um na tentativa de parar com a proliferação de bombas atômicas. Veja um dos trechos da carta que coisa assustadora:
Você fala de suas capacidades nucleares, mas a nossa é tão massiva e poderosa que eu rezo a Deus para que nunca precisemos usá-la.
https://edition.cnn.com/2018/05/24/politics/donald-trump-letter-kim-jong-un/index.html
Ou seja, um ameaça com bomba atômica de cá, o outro retruca de lá, e fica nesse joguete de ameaças atômicas. Claro que enquanto estiver só na ameaça não tem perigo algum, mas só de ficar nos lembrando sempre dessa possibilidade é desconfortante.
Então eu “rezo a Deus” mesmo pra que nós humanos, sejamos sábios não só na hora de inventar novas e poderosas tecnologias, mas mais importante que isso que estejamos sempre preparados pra lidar com elas e com a nova realidade que elas nos apresentam. Precisamos estar tão evoluídos moralmente quanto as tecnologias que nós mesmos inventamos.

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