Tanto nos Estados Unidos, o maior e mais cobiçado mercado de vinho do mundo, como na China, o mercado emergente de maior potencial, mais de 90% das pessoas acreditam que a rolha de cortiça é um sinal de qualidade do vinho. Portanto, se voce pensa assim, não está sozinho.
Mas, será que vinho com a chamada “screew cap” (tampa de rosca) é realmente sinônimo de vinho ruim? A resposta é obviamente não.
A primeira coisa a se compreender do mercado de vinho é que existem nele diversas segmentações envolvendo os aspectos de qualidade e preço versus o mercado que se pretende atingir.
Logo, não se deve esperar de um vinho de R$ 40,00 ou R$ 50,00 comprado num supermercado o mesmo que se espera de outro de R$ de 500,00 ou R$ 1000,00 adquirido numa loja especializada em alguma capital europeia.
No primeiro caso, trata-se do vinho que vamos consumir hoje, amanhã, talvez, acompanhado de uma pizza ou de um hambúrguer, sem a pretensão de se extrair algum sentido transcendental da experiência.
Esse vinho, provavelmente usará uma tampa de rosca ou uma rolha curtinha, de aglomerado de cortiça, pois as rolhas longas feitas de pedaços inteiros da casca do sobreiro (a árvore que produz a cortiça) são muito caras e elevam demasiadamente o custo final do produto. Por essa razão, os produtores buscam alternativas mais baratas.
No entanto, o vinho de 40 pilas não foi feito para envelhecer. São produtos para consumo rápido. Em geral, são colocados no mercado no mesmo ano da produção e devem ser consumidos em até três anos, quando tanto.
Isso, no entanto, não significa que sejam vinhos ruins. Trata-se, com boa dose de certeza, de uma produção industrial, com alguns milhões de garrafas, rótulos genéricos quanto a regiões e docs, mas que cumprem o que prometem: são fáceis de beber, frescos, as vezes com muita fruta, as vezes com muita madeira proveniente de “chips” (falaremos disso em outro post), mas ok, para uma noite fria e Neteflix, acompanhado(a) ou sozinho(a), mas acompanhado(a) é melhor rsrs.
Cheers!