Reforços gringos
O que fazer quando um “gringo” diz torcer para outra equipe? Tentar convencê-lo torcer para o seu! Se o brasileiro gosta tanto de converter os gringos para sua equipe, porque não converter refugiados? Disse Luciana Capobianco, publicitária e criadora do Projeto Estou Refugiado.
Milhares de refugiados chegam ao Brasil a cada ano. Muitas vezes, o que eles necessitam é apenas uma oportunidade de se integrar na sociedade. Por que o esporte não pode ser o primeiro passo para fazer essa conexão?
Um grupo de Palmeirense decidiu juntar a paixão pelo clube com uma causa social. Foi quando buscaram o Projeto Estou Refugiado, juntos decidiram levar a Lawrence, da Nigéria, Lara, de Moçambique e Ahmed, do Congo, para uma experiência completa de jogo. Eles chegaram horas antes, tomaram refresco nos arredores do estádio, cantaram o hino, vibraram com cada gol e comeram a tradicional pizza de rua.
A Luciana é torcedora do Corinthians, time que neste fim de semana joga contra o Palmeiras na decisão do título do campeonato paulista. O jogo em que gravamos o vídeo foi escolhido a dedo: Palmeiras contra Cruzeiro, duas equipes brasileiras criadas por imigrantes.
“Existe muito preconceito com refugiados no Brasil, as pessoas creem que eles não têm estudos. Quando os conhecem, descobre que são formados, falam várias línguas, são qualificados”, disse uma torcedora da equipe.
Qual foi o resultado? O vídeo que vocês podem assistir neste post e um dia inesquecível na vida dessas pessoas que, de alguma maneira, se sentiram mais brasileiras. E claro, a promessa do coração, verde para sempre.
Gratidão sem fronteiras.
Equipe Estou Refugiado - http://www.estourefugiado.com.br
O preconceito acaba quando a compreensão começa.
Leonardo Cordova () (jornalista venezuelano e refugiado no Brasil), Fernando Guimarães (
) e Wagner Tamanaha (
)
Brasil, 03 de abril de 2018