Cria-se um movimento em defesa do alfabeto contra a opressão numérica.
Dentro dos alfabetistas, haveriam aqueles que por estarem cercados apenas de outras letras(ou de números submissos), por isso não poderiam mais se sentir oprimidos apesar de terem construído parte de sua personalidade nessa ideia. Cria-se daí os movimentos em defesa das vogais e das letras minúsculas, muito oprimidas não apenas pelos números como pelas demais companheiras letras. Nasce aí a hierarquia de opressão.
Companheiras vogais e companheiras minúsculas disputam para ver quais são mais oprimidas, criando uma zona de intersecção em que as vogais-minúsculas passam a ser consideradas duplamente-oprimidas a nível vogal ou minúsculo, o que já é um agravante de opressão pelos números e pelas outras letras. Por isso os caracteres justiceiros sociais passam a venerar as vogais minúsculas enquanto seguem escorraçando os números aliados ao movimento, que são submissos aos seus mestres-oprimidos.
Mas daí tem 5 caracteres vogais-minúsculos e a letra "a" não quer dividir sua posição com as demais, por isso cria outra classe mais oprimida dos caracteres "a" minúsculo, na qual apenas um caractere se enquadra, fazendo com que o "a" se sinta mais único e especial por se considerar mais oprimido ao criar uma categoria classificatória apenas para si.
Se achou difícil de entender, substitua caracteres por seres humanos, letras por não-brancos ou não-homens, vogais/minúsculas por LGBTs/negros/muçulmanos e a classificação única do "a" por "gêneros não-binários".
Deixando claro desde já que eu não me oponho a campanhas contra preconceitos e em defesa de grupos marginalizados quando as mesmas tem como foco problemas reais no lugar de ficarem criando insanidades pos-modernistas.