Poderíamos relacionar a nossa memória como um grande HDD, onde muitas as memórias ficam compactadas e indexadas, lesões no cérebro podem fazer com que dados do passado sejam completamente ou parcialmente perdidos (Amnésia) e o Alzheimer poderia ser classificado como um problema de falha de escrita em disco, pois em muitos casos a memória do passado permanece intacta mas as novas memórias não são gravadas.
Sobre o método de compactação de dados tive um devaneio recente: Acredito que os nossos sonhos são gerados através de fragmentos deixados pelo processo de compactação do cérebro pois, geralmente, sonhamos com coisas que foram lembradas ou vividas durante o dia (mesmo que inconscientemente). Um bom exemplo disso ocorreu comigo essa semana, passei um bom tempo trocando e catalogando figurinhas do álbum da copa enquanto assistia “entrando numa fria”, quando fui dormir acabei “abrindo a porta de debug” resmungando coisas capturadas pela minha esposa, entre as palavras estavam “cola a 74” em referência às figurinhas trocadas e “antes que pegue fogo” em referência à cena em que Ben Stiller coloca fogo no altar criado por Owen Wilson no filme. Não pensei isso baseado apenas nesses fatos recentes, possuo um documento onde descrevo tudo que sonhei (e me lembro, é claro) e em cem por cento das vezes consegui relacionar eventos sonhados com experiências vividas no dia anterior.
Nossa mente seria uma grande HDD? Não sei. Mas não posso negar que existam muitas coincidências.
Para quem não viu o meu primeiro texto sobre isso, segue o link: O melhor computador do mundo: Subconsciente ou subthread?