Cerâmicas Huni Kuin
Há uns vinte anos, a cerâmica ainda fazia parte das tarefas freqüentes da mulher e do aprendizado da menina. Agora as panelas de barro foram substituídas por panelas de alumínio.
“Panela de alumínio é mais leve e não quebra”, é o argumento, “mas é caro e nunca é tão grande quanto a panela que a gente usava antigamente para fazer caiçuma. Não é bom para festa, panela assim tão pequena” (Maria D.).
A tradição de confeccionar cerâmicas ainda continua nos dias de hoje:
Coisas com o desenho ocupam um lugar especial na cultura Kaxinawá
O Kene Kuin, desenho verdadeiro, é uma marca importante da identidade Huni Kuin.
Assim como nem sempre e nem todos os corpos são pintados, também nem todos os objetos têm desenho. Panelas para cozinhar comida não são pintadas, mas pratos para servir comida podem sê-lo.
O desenho é um elemento crucial na beleza da pessoa e das coisas.
A pintura é associada a uma fase de novidade na vida do objeto ou da pessoa, uma fase na qual é desejável enfatizar a superfície lisa e perfeita do corpo em questão.
Banho de Ervas: Foto de Camila Coutinho
O desenho chama a atenção para as novidades na experiência visual, que anunciam eventos cruciais da vida. O desenho desaparece com o uso e só é refeito por ocasião de uma festa.
Cestos Huni Kuin
Os kakan, para transportar lenha, e o kuki, para transportar banana e macaxeira, ambos os modelos grandes, para pendurar na testa e carregar nas costas, são feitos pelos homens, apesar e usados pelas mulheres.
O kunpax é uma cesta provisória, feita de folhas, no lugar onde a caça foi achada pelo caçador.
E o bunanti é uma caixa redonda de folhas de cana brava (hewe tawa) feita pelos homens para guardar suas penas.
Cestas tradicionais - Foto: Arquivo pessoal do prof. Fernando Henrique Kaxinawá
Mulheres Kaxinawá confeccionando cestaria. Foto: Nietta Lindenberg Monte, 1984.
Os Kaxinawá fazem uma distinção fundamental entre “plantado” e “da mata”.
Esta distinção aplica-se também ao material do qual o cesto é feito: “cesto que homem faz é com cana brava, que pega na mata; mulher só trabalha com cana plantada”.
“Mulher não faz cestos para o uso externo. O cesto da mulher é para seu uso interno. Mulher não faz o cesto para homem guardar suas penas de jeito nenhum. Não pode!” (Antônio).
Fontes:
- https://pib.socioambiental.org/pt/povo/huni-kuin/print
- http://crjurua.blogspot.com.br/2013/07/txitxa-keneya-cestaria-do-povo-huni-kui.html
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