Eu vi essa frase em um centro cultural que promove atividades alternativas como aulas de ioga, expressão corporal e teatro que funciona perto da minha casa. Nesse centro cultural também são vendidos produtos orgânicos, naturais, veganos. Também é possível nesse centro cultural, contratar serviços de massagens indianas e shiatsu. Lá, eles praticam a tal: "economia colaborativa", que é talvez, conforme estão falando alguns autores especializados, uma "reinvenção do capitalismo".
A economia colaborativa incentiva trocas voluntárias, cooperação social entre indivíduos que produzem algum produto e utilização de meios de produção alternativos que atendam as necessidades dos seus clientes da melhor forma possível.
Na economia colaborativa tem muito de capitalismo de livre mercado, mesmo que os seus adeptos não assumam isso e a todo custo queiram afastar que as suas ideias nada mais são do que ideias expressas por autores liberais, capitalistas.
O maior desses autores, Ludwing von Mises, o "pai" do liberalismo moderno, definiu bem há mais de 100 anos como se dá uma economia de livre mercado ou como estamos tratando aqui, uma economia "colaborativa":
"A economia de mercado é o sistema social baseado na divisão do trabalho e na propriedade privada dos meios de produção. Todos agem por conta própria; mas as ações de cada um procuram satisfazer tanto as suas próprias necessidades como também as necessidades de outras pessoas. Ao agir, todos servem seus concidadãos. Por outro lado, todos são por eles servidos.
O indivíduo, por vontade própria, se integra num sistema de cooperação. O mercado o orienta e lhe indica a melhor maneira de promover o seu próprio bem-estar, bem como o das demais pessoas. O mercado comanda tudo; por si só coloca em ordem todo o sistema social, dando-lhe sentido e significado".
(Ludwing von Mises - Livro: Ação Humana, Capítulo 15 - "O mercado")
Perceberam a semelhança?
Economia colaborativa, comércio P2P (person to person - pessoa a pessoa), trocas voluntárias sem intermediários. Todos esses termos e serviços que hoje são amplamente conhecidos em nossa sociedade nada mais são que frutos do capitalismo de livre mercado.
Vejo em todas essas novas formas de se ver, divulgar e discutir sobre uma economia que quebre monopólios de uma pequena elite protegida pelo estado, um progresso importante de como a sociedade de hoje está acordando para um comércio livre, criativo e colaborativo.
Vida longa à economia colaborativa! Vida longa ao livre mercado!