Fico impressionado quando paro para observar nas ruas, no shopping, no bar, em todo lugar que vou que as pessoas hoje já não se olham, conversam, nem se dão o trabalho sequer de "puxar uma conversa" com quem está ao seu lado.
Hoje se tornou mais interessante ficar digitando de forma frenética a "conversa" muito mais "interessante" que estão tendo no WhatsApp.
As pessoas passam de um lado para outro com o telefone nas duas mãos, encurvados, com olhos fixos na tela, andando apressadamente como se a realidade a sua volta não importasse.
Ontem eu estava no shopping e fiquei só observando as pessoas que passavam de um lado para outro e as que estavam sentadas ao meu lado no banco da praça.
Todas, sem exceção, estavam bitoladas, quase em outra dimensão. Dimensão essa proporcionada pela distração tecnológica, a propaganda em massa e os algoritmos das redes sociais. Redes sociais, em sua maioria, controladas pelo governo. (Isso é assunto para outro escrito)
Essa atenção dada exclusivamente ao que é digital, tem o seu preço. A conta vem e ela vem em forma de perda de relacionamentos, identidade, oportunidades de conhecer algo que não é ensinado no Telegram, WhatsApp, Facebook, Instagram. Depressão, ansiedade, insônia, desenvolvimento de síndromes modernas, como o S.P.A (síndrome do pensamento acelerado) são alguns dos resultados.
Vendo todo esse "horror pós moderno" que presencio todos os dias, decidi "nadar contra a maré", e nesses dias com tanta distração que fazem a gente esquecer o que é essencial, quem "nada contra a maré", é herói.
Eu não perco mais tanto tempo vendo o que está nas redes. Deixei de postar em algumas que utilizo, em outras inclusive, irei encerrar as minhas contas. Saí dos grupos de Telegram, WhatsApp e hoje prefiro reativar, reviver, olhar novamente ao que está a minha volta.