Facebook | Uma concentração de pessoas
Entrei no Facebook há mais de 10 anos. Mesmo vendo pessoas que entraram e saíram e entraram de novo, repetindo esse movimento inúmeras vezes, EU NUNCA cogitei desativar ou deletar minha conta. No máximo reduzia a entrada na rede, por vários motivos, que normalmente relacionavam-se a estar tão ocupado que não tinha tempo para acessar.
Hoje, pela primeira vez eu penso nessa possibilidade. Não que isso importe para alguém. O que é uma pessoa a menos nessa imensidão de perfis, não é mesmo? Mas o efeito que isso faria em minha saúde, acredito que seria fundamental.
Por que me sinto tão aprisionado?
Vou tentar ser breve e me explicar. Nesses últimos anos, as redes sociais e principalmente o facebook não tem mais sido mais usado para simplesmente conectar as pessoas. Sua função política tem crescendo exponencialmente, justamente por conta do número de pessoas que ele alcança ser infinitamente maior que a televisão.
Essa prática não tem sido combatida pela empresa. Uma coisa é liberdade de expressão ou muito diferente é caluniar com falsas informações propositalmente para que a acusada ou o acusado, que na verdade é a vítima da Fake News, seja prejudicado. Dessa forma alguém, ou algum grupo, sai vitorioso com isso.
A vitória a presidência dos EUA de Donald Trump foi altamente influenciada por isso, com a acessória do chamado “Guru da ultra-direita mundial” Steven Bannon. Os usos e abusos das notícias falsas tem sido praticado por muitos políticos no Brasil. E em hipótese alguma acreditaria que o Partido dos Trabalhadores não fizeram uso dessa prática. Contudo, há uma gigantesca diferenças nessa prática de forma orquestrada e em dimensões continentais como vem sendo usado pela oposição de Fernando Haddad nessas eleições de 2018. Dimensão que nos faz pensar nos recurso financeiros que a candidato tem para alcançar essa potencia tecnológica toda.
Tudo isso nas redes sociais, esse ódio generalizado, a desunião entre familiares, o desrespeito com a defesa dos direitos humanos e com a dignidade humana tem me deixado profundamente desesperanço com a possibilidade da sociedade brasileira em superar esta crise no curto ou médio prazo. Acredito que ainda teremos um aprofundamento da crise moral e política nos próximos anos. O que provocará um maior acirramento e agressões por parte dos grupos polarizados nas redes sociais. Isso se não houver um número ainda maior de agressões físicas e mortes motivas por posição política. Onde muitas delas não são apuradas, uma vez que não chegamos nem a 10% os homicídios solucionados em nossos país. Ou seja, muitos de nós poderemos estar mortos por pensarmos como pensamos ou até mesmo por sermos que somos. Minorias Políticas.
Há alguma alternativas para tanto ódio?
Não quero mais me sentir preso, ou que me tirem as esperanças por meio de uma rede social. E por mais que possamos tentar dizer que o melhor seria sairmos de todas as redes sociais, sabemos que na prática, na atualidade, isso é pouco provável de se realizar. Cada dia mais percebo que precisamos aprender a escolher o que dever fazer parte e ou que não deve fazer parte de nossas vidas. Assim como fazemos com amigos e pessoas queridas, dos quais queremos conviver ou não. Igualdade devemos fazer no meio virtual. Não devemos continuar em um espaço virtual que percebemos nos fazer mal. Não devemos continuar no Facebook se no fim do dia ele é um dos responsáveis nos deixar mal, ao trazer as Fake News ou até mesmo as consequências de seu uso para os piores fins políticos.
Por isso, mais uma vez, defendo o Steemit / SteemBR lançado por nosso amigo em sua versão em Língua Portuguesa. Não sou ingênuo ou inocente em achar que aqui não poderemos encontrar a presença de Fake News. É obvio que também tem isso por aqui. Mas ao menos, aqui descentralização pode fazer com que isso não toma as proporções que está tendo no Facebook. Acredito que o Steemit tem o potencial. Isso não significa que ele não poderá falhar.
Espero que nós consigamos superar essa crise, que há muito tempo não é meramente econômica. Hoje a maior crise que estamos vivenciando no Brasil é a crise humanitária e moral. Corremos um grave risco de perdermos algo que nos é mais valioso que o material, em detrimento de supostas conquistas econômicas. Corremos o risco de perdermos o que nos define enquanto seres humanos. Não quero vender minha alma para conseguir melhorar a economia do país, que provavelmente terá outra crise em breve, pois assim orquestra-se o capitalismo.
Agradeço sua dedicação na leitura.
Te desejo uma excelente semana e volte quando quiser!
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Fontes
- Bolsonaro no 'movimento populista global' do ex-assessor de Trump? | publicado em 05/08/2018 às 13:04, por Miguel Martins.
- Guru da ultra-direita mundial e ex-assessor de Trump atua na campanha das redes sociais de Bolsonaro | publicado em 08/10/2018 às 15:07, por Plinio Teodoro.
- Trump e Bolsonaro sabem manipular ciclo de notícias a seu favor | publicado em 09/10/2018 às 9:29, por Patrícia Campos Mello.
- Bolsonaro repete métodos de Donald Trump em sua campanha | publicado em 04/10/2018 às 9:17, por Leonardo Fernandes.
- Brasil não soluciona nem 10% dos seus homicídios | publicado em 17/09/2018 às 11:39, por Maurício Brum, com colaboração de Henrique Kanitz.