Publicações do Projeto Lusofonia
Por que Todos Acham o Português Difícil? Desmistificando a Língua Portuguesa
Introdução
Para iniciar esta publicação, é importante destacar que não há qualquer língua difícil no planeta, inclusive a sua. Todos os idiomas apresentam suas particularidades, que nasceram para atender a muitas necessidades de um povo no momento de sua comunicação. Então, pergunte-se: se sua língua fosse difícil de ser aprendida, você não seria nem capaz de articular qualquer palavra que fosse com o seu interlocutor.
Então, por que a gramática é tão difícil? Bom, já estamos especificando mais as perguntas e isso é importante. O foco mudou: não é mais a língua que é difícil, é a gramática. Aqui vai uma preciosa dica: não se pode generalizar algo só porque você não conhece ou não sabe alguma coisa. Por isso, o Projeto Lusofonia pergunta: você não sabe a gramática inteira, ou parte dela? Agora você vai perguntar: como assim, há partes da gramática?
Mais Informações
Pois é, lusófonos. A gramática é composta por três partes básicas que são: morfologia, sintaxe e semântica. Agora, o Projeto pergunta: você não sabe o que dentro da gramática? Você conhece cada uma dessas partes? Enfim, a resposta à primeira pergunta pode ser um pouco mais complexa, mas à segunda é fácil: sim, você conhece cada uma dessas partes, porque você foi à escola e em dois momentos diferentes, no ensino fundamental e médio, houve um contato com essas partes da gramática. Elas podem não terem sido bem orientadas, mas houve, pelo menos, uma apresentação.
Eis uma explicação simples sobre essas partes:
a) morfologia: estuda a formação das palavras (guarde bem isso, palavras);
b) sintaxe: estuda a relação das palavras com outras palavras ou conjunto de palavras;
c) semântica: estuda o fenômeno do significado das palavras fora e dentro de contextos.
Morfologia
Essa parte da gramática preocupa-se apenas com a palavra em si, ou seja, não está interessada na relação de palavras com outras palavras, mas, sim, de palavras com “partículas” que originam novos vocábulos.
Sintaxe
É a parte da gramática que estuda o relacionamento entre as palavras e grupos de palavras.
Semântica
Estuda simplesmente o conceito que cada palavra traz em si mesma, seja esse conceito histórico ou atual, ou os dois. O dicionário é o repositório mais confiável para se conhecer o “sema” de uma palavra e, a partir dele, construir outros significados.
Há uma quarta parte denominada fonética/fonologia, que pode ser tratada juntamente com a morfologia, em graus diferentes de abordagem dentro de sala de aula. Falaremos mais sobre esse aspecto em publicações futuras.
Exemplificação
Fazendo uma analogia, olhemos para o ser humano. Todos nós somos uma unidade em meio a uma multiplicidade. Quando vamos ao médico para investigar um problema de saúde, analisaremos nossa “morfologia”, ou seja, nosso ser único, sem nos preocuparmos com a relação com outros seres. Quando estamos em casa com a família, ou quando estamos com amigos em um ambiente descontraído, temos consciência de nossa morfologia, mas, ao mesmo tempo, também estamos cientes de nossa relação com os outros a nossa volta e sabemos o que fazer. Essa é a “sintaxe” da vida, ou seja, nossas relações interpessoais. Agora, quando uma pessoa nos olha e percebe em nós traços de hostilidade, ou nos acha interessantes como amigo, ou sente uma conexão mais espiritual, essa é a nossa “semântica”, ou seja, como os outros nos interpretam e sabem, de uma forma que não conseguimos explicar, o nosso significado. E cada pessoa pode interpretá-lo de formas diferentes, por isso que o dicionário traz mais de um significado para uma única palavra. Já parou para pensar nisso?
Pois é! A dica desta publicação é: não transforme algo simples em um monstro. A vida traz diversas vivências, experiências e, ainda, armadilhas, e somente nós escolhemos como adquirir essas experiências e passar pelas armadilhas com a experiências acondicionada em nosso ser.
Se tudo parece estranho e difícil, compartimente. Divida em partes e compare com o que existe de palpável diante de si mesmo. Fica muito mais fácil lidar com algo concreto do que abstrato e a língua é totalmente abstrata, flexível e mutável, torando-a plástica e renovável todos os dias. Isso gera medo no ser humano, porém, ao estabelecer comparações com algo conhecido, tudo se torna mais fácil. Pense nisso!
Espero que tenha gostado da publicação e o Projeto Lusofonia trará novas informações com relação ao idioma luso, bem como curiosidades, dicas gramaticais, literatura e muito mais. Fique atento à próxima publicação e, caso tenha alguma pergunta ou sugestão para uma publicação do Projeto Lusofonia, que tenha a ver com a linguagem em si, sinta-se à vontade para comentar. Será um prazer criar uma publicação para sanar sua dúvida, curiosidade ou, até mesmo, aprofundar sua visão linguística.
Até a próxima!
Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro.
José Saramago
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