Todos os dias, esse sentimento de pânico me assola,
Como uma bola de fogo que engulo em total secura,
Mostrando-me a agrura de uma vida que se desenrola,
Entre o agora, e o próximo momento de brandura.
Que nunca chega, sigo admitindo em total timidez,
De quando em vez, sentido a amargura do suave dia,
Essa única magia que se apresenta com sua bela tez,
Impelindo-me ao caminho em completa rebeldia.
Travo-me nas horas que passam diante de minhas vistas,
Sem quaisquer pistas do que fazer com o medo em mim,
Definindo-me, assim, doente por meus próprios alienistas.
Monstros que me atacam, invisíveis à minha sensibilidade,
Que se evade para um céu nublado seja dia, ou seja noite,
Aguardando o açoite de uma nesga de sol no fim da idade.
Poesia de minha autoria, criada em 1º de outubro de 2017.
Abraços,
Publicação de 1º de outubro de 2017.