Virei-me para observar bem o massacre, e tentar escapar, talvez por um milagre, da sentença que me proferem algozes por meio dessas mudas e silenciosas vozes. Corri para a salvação de uma vida sem metas, essa minha vida de escravidão, presa em ações sem as menores regras. Senti o desespero alcançar minha alma cheia de medo, dilacerar minhas convicções desvanecidas pela paúra, enquanto percebia, atrás de mim a morte chegar para me por fim. Fechei os olhos, apertei a corrida, escutei os gritos da multidão sofrida, lamúrias vivas ou mortas, já não sabia, pois eu mesmo enfrentava o silêncio de minha tentativa vazia. Recebi minha sentença pelas mãos do mundo, sem qualquer avença ou fiança, somente esse gravame profundo, de escuridão através de alguém que não sabe sobre o que é viver e deixar viver.
Prosa poética de minha autoria, criada em 02 de outubro de 2017.
Abraços,
Publicação de 02 de outubro de 2017.