Há dois tipos de saudade.
O primeiro tipo é a possível; a saudade de alguém, de algum lugar, de alguma atividade, e que basta ter recursos o suficientes para voltar a encontrar, visitar ou realizar o que te dá saudades.
O segundo tipo é mais perigoso. É agoniante. E é do tipo impossível.
É o tipo de saudade que sentimos por alguém que não está entre nós; a saudade de uma época da sua vida; a saudade de estar numa situação melhor com outro alguém, ou com si mesmo.
Muitas vezes esse tipo de saudade nos faz querer voltar no tempo, e mudar uma coisinha, ou até tudo, que aconteceu. Mas isso não é possível, e não depende de nós imaginar como seriam as coisas se não houvesse o bater das asas de uma borboleta. O que está feito já foi sacramentado, é imutável.
Depende de nós sermos melhores no presente, e ao invés de pensar no que podíamos ter feito, gastar essa energia para ser e fazer coisas das quais você não se arrependerá.
Como recitou Robin Williams num dos filmes mais bonitos de sua carreira,
"The powerful play continues, and you can contribute a verse. What will your verse be?"