Fonte: Pixabay
Acredito que é comum aos investidores se questionarem se valerá a pena ou não o investimento, qual o risco, a liquidez, o valor, o preço, o volume negociado.
Todo investimento tem risco, mesmo que seja mínimo, tem risco, e existem muitos investimentos diferentes dos mais variados riscos.
O Brasil pelo menos na minha percepção, e na realidade que conheço, tem um perfil de investimento que é muito centrado no retorno mais seguro possível, e não a toa, conheço muita gente que investe na poupança, com dinheiro no banco.
Muito disso se dá pela falta de educação em investimento, principalmente em pessoas de rendas menores, do qual são onde os bancos fazem a festa, públicos e privados, desde o potencial de endividamento pessoal, as linhas de crédito, e a segurança de ter o dinheiro para sacar a qualquer momento, rendendo mensalmente dependendo do mês 0,5% quando está com sorte, e sempre ouvimos "pode chegar a 1% ao mês", além não de ser praticamente nada, nunca chega.
Só que também não há saldo visível negativo, como é comum por exemplo no mercado de ações, e aqui nos ativos digitais, sendo a invisível inflação esquecida quando o acreditamos que o valor do papel é sempre o mesmo.
Quando a mídia brasileira como a mais influente rede Globo, e as outras também, noticiam,na maioria das vezes trazem as boas notícias da poupança, e as quedas vertiginosas das ações, e não há meio termo, pouco se discute de tesouro direto, renda fixa, e tantas outras modalidades de investimento.
E isso mantem o padrão das marcantes crises financeiras, onde pessoas perderam todos os seus capitais investidos, e amarguraram a pobreza, enquanto o dinheiro da poupança esta “seguro”.
Quando comento de ação, logo é a primeira coisa que vem, "cuidado com ação pode perder tudo”. Existe um padrão, que na psicanálise chama-se de significante, que é um como se fosse um conceito pronto e forte, que na pré concepção pessoal já afasta as pessoas de classe média em geral do capital de risco de ação, ou outros investimentos.
Com a internet, ficou mais fácil ter acesso a aulas, traders que fazem cursos, montam seus próprios projetos, temos hoje a corretora Clear que faz análises ao vivo, a Empiricus e muitas assinaturas, a Rico e a Xp com seus projetos.
Os bancos viram que iriam perder espaço, e começaram a se mexer, o Itaú comprou a Xp investimentos, que planeja lançar sua plataforma de ativos digitais.
Ficou mais acessível a quem tem internet ter uma maior perspectiva das possibilidades de mercado, e também ajuda, não ter mídias exclusivas como fonte de informações.
Junto a isso, temos uma população mais jovem, que tem maior facilidade com o mundo virtual, com maior acesso a educação financeira e um desejo grande de renda, assumindo maiores risco em busca de maiores retornos.
E até as pessoas que conheço que me alertavam de ação, já perguntam "esse negócio de bitcoin da dinheiro hein".
E muitos não têm o significante da perda financeira, pois a maioria não tinha ação, e muitos não tem, nem na última crise de 2008, muito menos a marcante crise que é o grande significante de 1929.
E mesmo os ativos digitais carregando um início ruim, envolvido com casos como Mt Gox, e o mercado de drogas de Silk Road, é muito mais atrativo as possibilidades e casos de pessoas que ficaram milionárias como no inicio da era digital.
Além do fato de que drogas, e qualquer outra atividade ilegal, é passível com qualquer moeda, ou não existiria esse mercado, que é muito lucrativo, e é muito mais comum com a moeda fiduciário do que com as digitais, sendo que as moedas fiduciárias não serem rastreadas como as digitais em Blockchain, além de ser com a moeda fiduciária que os partidos políticos brasileiros navegam no mundo do caixa 2, e os políticos corruptos, junto a empresários corruptos, centralizam o dinheiro das licitações que percorrem todo o país.
Mesmo assim nem nos EUA, os banqueiros, o governo americano, mesmo culpados, não têm nenhum preso da crise de 2008, e a criminalização midiática foi a tentativa de segurar o mercado digital.
Mas não contaram com algo bem maior, e uma coisa que muitos estão cansados, é da corrupção, de trabalhar, e trabalhar, e no final as contas ficarem apertadas, de não ter um retorno de melhor visibilidade dos impostos pagos, de não ter acesso aos melhores hotéis, viagens, bens materiais, é muito menos direitos humanos, e isso não é exclusivo do Brasil, é do mundo inteiro.
Afinal existe muito mais gente pobre do que gente rica, é só procurar em qualquer referência, e o meio termo tende ao pobre não aos extremos da riqueza.
Isso abre margem para o pequeno, mas atrativo negócio dos ativos digitais, onde os bancos já se renderam, os países vem se rendendo, os EUA se renderam, Brasil também vem se rendendo, e quando ficar mais claro, as empresas irão se render, e eventualmente os fundos de investimento, que carregam grande parte do dinheiro mundial também irão beber nessa fonte.
E como não é exclusivo daqui, é do mundo inteiro, mesmo o dinheiro sendo um fator determinante aqui também, o fácil acesso, o mercado possível descentralizado, e possibilidade em muitos que não tem nenhuma, faz com que seja muito maior a entrada, do que no mercado de ação, ou mesmo na poupança.
Assim o mundo das plataformas e ativos digitais, as criptomoedas, acabam sendo a porta de entrada de muita gente no mercado de alto risco, o que é perigoso, e ao mesmo tempo uma mudança no panorama econômico mundial.
Só que ainda existe muitas coisas a serem trabalhadas na tecnologia, principalmente para segurança dos grandes investidores, o que vem sendo trabalhada com as sucurities tokens.
É importante sabermos que quem está aqui hoje, é porque está arriscando muito, seja por ideal, por impulso, por retorno em relação risco, é muito mais seguro e menos volátil o mercado de ação, que não é um conceito fixo, e sim dinâmico, não é uma verdade universal, pois a recessão novamente assombra o mercado americano, e nada assombra o imparável mercado virtual, que cresce exponencialmente, o que não deixa de ser o mais alto risco investimento que temos hoje, o amanhã estaremos aqui para saber.
Conheça o projeto Brazilian Power, cuja meta é incentivar a criação de mais conteúdo de qualidade, conectando a comunidade brasileira e melhorando as recompensas no Steemit. Você sabia que também pode nos apoiar delegando um pouco de Steem Power e receber por isso? Obrigado!