Muitos dizem fazer pelos mais pobres. Mas... o que significa 'fazer'?
O ano de 2018 está sendo marcado como um ano decisivo na política. E como de praxe, os medalhões de sempre farão o mesmo de sempre para conseguir votos. Como diz aquela velha música irreverente do Bezerra da Silva:
Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha, bebeu cachaça
E até bagulho fumou
Jantou no meu barracão e lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi, é mais um candidato
Para a próxima eleição
Música: Candidato Caô Caô
E como nasci e cresci na periferia do Rio de Janeiro, tive que suportar todos os dias a propaganda massiva e todo o tipo de estratégia que eles utilizam pra poder ter os seus votinhos: desde jingles psicodélicos tocando o dia inteiro e até bingos e churrasco (isso mesmo, churrasco) para poder conquistar a massa marginalizada e poder agregar mais e mais votos. E assim que terminam as eleições, eles simplesmente somem e só voltam depois de quatro anos para fazer tudo outra vez.
O problema é que o sistema não quer que o pobre cresça, se informe, tenha oportunidades. E quando acontece alguma oportunidade que é acessível a todos, inclusive aos pobres, o sistema inventa algum tipo de regulação para conter a imensa vontade dos mais necessitados de subirem na vida.
Todo o mundo sabe o que é o camelô. Ou sabem o que é o ambulante. Ou aquele homem ou mulher que vendem balas na rua. Até mesmo os artistas de rua, o malabaristas, pintores e músicos. Todos eles possuem algo em comum: eles também são empreendedores.
Porém o sistema não permite que eles saibam disso.
Mesmo com acesso à informação, fica difícil e dispendioso para quem vive com alguns reais por dia de adquirir um smartphone ou um acesso à lan house (que quase praticamente nem existem mais, pelo menos aqui no RJ). Mesmo que consigam pelo menos uma hora de acesso à Internet por dia, fica praticamente difícil alguém ter acesso a um conteúdo que seja alinhado com a sua real necessidade e realidade.
Existem uma grande quantidade de pessoas que precisam dessa atenção, e muitos não se dão conta disso.
Por isso que digo: SIM! Qualquer um pode ser empreendedor, inclusive os mais pobres. Ultimamente tenho pensado sobre isso e buscado sobre uma solução para esse problema: como gerar esse incentivo? Como fazê-los compreender o empreendedorismo e desconstruir todos os conceitos que o sistema impôs a eles por todos esses anos? Apesar de toda boa vontade do mundo, isso será um desafio gigante e motivador.
Então imaginei em desenvolver um curso simples e de baixo custo, a ser lecionado onde geralmente já fazem trabalhos sociais. Segue algumas características:
- O curso terá um custo de material entre R$ 20 a R$ 40. Tudo o que é gratuito ninguém dá o seu devido valor;
- Caso houver dificuldades em realizar o pagamento, o valor pode ser convertido em pequenos serviços simples e que não demorem mais que uma hora por aula como limpeza da sala, recolhimento de lixo, etc. Tudo que é fácil demais ninguém dá o seu devido valor;
- O curso englobará liderança, legislação, contabilidade, informática e finanças pessoais. Ainda não planejei o que poderá incluir nessas matérias mas acredito que só o essencial já é muito importante;
- Os alunos que possuírem maiores dificuldades terão atendimento personalizado, para que não deixem de entender nada sobre o curso;
- O curso não poderá ser mais do que quatro aulas, de no máximo duas horas cada aula. Eles têm pressa e estão ansiosos para crescerem o quanto antes, cursos longos desestimulam qualquer um;
- Certificado também é importante. Será um reconhecimento pelo esforço, dedicação e perseverança de quem quer vencer.
Bom, quis compartilhar a ideia para discutirmos e podermos evoluir. Quem quiser aplicar em sua cidade também será bem-vindo.
Acredito que o nosso País só se salvará através do empreendedorismo!
Se gostaram, por favor dá aquele upvote aqui embaixo e comentem para amadurecermos essa ideia.