Eu nasci e cresci com ensinamentos cristãos; frequentei por muito tempo uma igreja cristã protestante e conheci, também, muitas religiões de diversos segmentos.
Porém, diante de várias decepções com as doutrinas criadas pelo ser humano, suas incoerências e contradições, a fragilidade do conceito de fé, me tornei ateísta e cheguei a frequentar alguns núcleos particulares que tratavam do assunto.
Da mesma forma que convivi com o fanatismo religioso, também conheci ateus radicais e, ao ter contato com dois extremos opostos como esses e perceber os perigos dessas “verdades absolutas”, pude chegar a uma linha de pensamento que considero mais sensata e equilibrada: o Agnosticismo.
O Agnosticismo, como muitos devem saber, se contrapõe a verdades incontestáveis e sugere que o ser humano está muito distante de poder afirmar com certeza que uma ou mais divindades existem ou não. Então, assim como não se pode provar que o Deus cristão existe de fato, também não há como provar que esse Deus ou outros não existem. Daí se trata mesmo de uma questão de crença ou ceticismo.
Hoje, eu particularmente acredito que “algo” exista, qualquer “coisa”, podendo ser espiritual, sobrenatural, extraterrestre, etc., mas que isso está muito além da compreensão humana e talvez sempre esteja. Com essa visão eu me sinto mais leve, pois a credulidade inabalável cega, limita, não permitindo enxergar além do que se quer.
Ampliem sua visão para tudo. Não estou pedindo para abandonarem sua fé, mas apenas para não limitarem sua mente. É muito provável que o mundo e a vida sejam bem mais do que tudo o que nos foi apresentado até agora.