"A boa mãe é a mãe dispensável". Me chamou a atenção um artigo de psicologia no qual um psicanalista fazia esta afirmação. A princípio, a frase soa de uma forma negativa, ingrata, mas conforme se apresentavam os seus argumentos, essa visão ia fazendo muito sentido. Um filho que conquista independência em diversos aspectos foi educado por uma boa mãe, que lhe ensinou o necessário para que ele pudesse ter sucesso por mérito próprio. Para que pudesse aprender a viver sem ela.
“Mãe é tudo igual, só muda de endereço”. Sempre concordei com esse ditado, pois conheci bem a minha e tantas outras... Salvo alguns casos isolados, todas agiam da mesma forma com seus filhos. A mesma superproteção, zelo, o mesmo desejo de ajudar, cuidar e agradar. O amor incondicional delas é lindo e único, isso é incontestável, mas sabemos que não faz delas seres perfeitos. Muitas vezes elas erram tentando acertar e isso pode comprometer muito a vida de seus filhos. O respeito à mãe e a importância em ouvi-la é imprescindível, mas devemos também aprender a contestar com razão e sabedoria. Sou a favor de que os filhos tenham liberdade, que aprendam com os próprios erros, que conheçam a vida e, principalmente, que adquiram auto-conhecimento. Isso pode ajudá-los a discernir o que é melhor para si. Creio que seja parte do caminho para a autonomia deles.
E, Mães... há um outro ditado, tão claro e inevitável: “Os filhos são criados para o mundo”. Confiem em si mesmas e no seu trabalho tão grandioso e deixe-os ir.
Fonte da imagem: http://www.suara.com.hk/kehidupan_post/ketika-dendam-terbuncang-bagian-24/