Se todas dissermos a verdade, a maternidade torna-se simples.
A vida também.
Se todas dissermos a verdade, os 9 meses de gravidez tornam-se mais fáceis. Os quilos que ganhamos!
Se todas dissermos a verdade... expectativas! Vou levar pontos? Ter dores? medo do parto, medo do hospital e de quem nos vai sair na rifa.
E o bebé? Será que vem de perfeita saúde?
Será que vou dar conta do recado? Será que vai Comer bem? Dormir bem?
Se todas dissermos a verdade passamos mal com as noites mal dormidas. A cabeça passa mal. O corpo passa mal. O casamento passa mal.
Se todas dissermos a verdade há dias em que o casamento se entrega às séries e ao sofá. Há dias em que não sabemos como chegamos ao fim do mês .
Será que vamos ter dinheiro para as contas, para a escola e para tudo o resto?
Se todas dissermos a verdade há gritos. Há dias em que não os podemos ver nem ouvir. Há falta de paciência. De vontade. De tempo.
Se dissermos todas a verdade a nossa casa tem dias que nem dá vontade de ver!
Se todas dissermos a verdade, não falamos só das coisas boas, mas das complicadas e das difíceis.
Falamos dos medos quando os vemos crescer e das nossas fragilidades enquanto pais e pessoas, reconhecemos erros e maneiras irritantes de ser, manias que chateiam os outros.
Se todas dissermos a verdade somos intransigentes. Voltamos atrás com a palavra e às vezes guardamos segredo, cedemos nas birras e perdemos o rumo.
Se todas dissermos a verdade as mães tornam-se pessoas e não o herói em que nos querem transformar, o faz tudo, o pau para toda a colher, rija, forte, incansável, inabalável, sem limites.