Equaciono.
Se os relógios contassem histórias, em vez de contarem horas, andávamos mais atrasados/as ou adiantados/as na vida?
Hipóteses não discutidas.
Andávamos mais felizes.
Concluo.
As histórias só nos dão.
Não nos retiram.
Não nos subtraem ou mentem.
E é engraçado pensar nisto- uma vez que as histórias são feitas de pessoas.
Que vivem dentro delas.
Pequeninas.
Disformes.
Pinceladas.
E as pessoas por vezes retiram e subtraem.
A equação é complexa.
Debato: se os relógios fossem histórias, (que são pessoas que só se somam, multiplicam e acrescentam), nós não pensaríamos em numérico, por ordem nenhuma de ideias.
E nesse caso, não correríamos inqualificavelmente em busca de coisas vácuas.
Ficaríamos lá.
Naquele colo.
Quentinho.
De lã.
A ouvir histórias cantoras de embalar (que sabemos repetir sempre com um sorriso).
Para sempre.
(sem atrasos. sem adiantamentos. sem pudores.)
No afeto todo.
Nas festas todas.
Nas maçãs dos rostos, de quem gostamos.
Para sempre.
Para sempre.
E para sempre.
(e mais um dia, ou mil!)