A normatividade agora parece ser algo como "conhecimento é ruim". Constantemente vejo ponderações razoáveis acerca de diversos assuntos, nos espectros político/ideológico que forem. As respostas, porém, atacam o senso crítico. A questão é: por quê? Que isso acontece é bem óbvio, mas o que leva a isso?
A miríade de motivos precisa ser avaliada. Tudo está interligado em maior ou menor grau. Mas qual é o cerne da questão? Será a má utilização das redes por parte dos usuários e grandes veículos? Um problema geracional? Reflexo do revisionismo histórico infundado? Ou da guinada desleal à extrema-direita que o mundo vem passando?
Mas acho que mesmo diante tantas questões, é importante manter a tentativa de diálogo, a crítica ao status quo, aos líderes, ao jornalismo (veja que não é questionar a função do jornalismo, mas a forma como ele qualifica e conduz as informações). Mesmo parecendo inútil, o questionamento permanece necessário - talvez mais do que nunca - mesmo que apenas uma pessoa em um milhão seja capaz de debater e pensar por si só. É aquela máxima: para quem não tem nada, metade é mais do que o dobro.
É preciso instigar a curiosidade. Aliás, para mim, a curiosidade é um dos elementos fundamentais na definição do ser humano. E hoje em dia, em tempos onde o "bom" indivíduo aceita passivamente e o "mau" contesta, questionar é um dos maiores atos de resistência.