Apesar de ter algumas pessoas, inclusive famosas, que abordam essa visão, muita gente, inclusive gente "good vibes" e "paz e amor", que se dizem serem compreensivas e por aí vai não praticam nem refletem sobre esse ponto.
Essa atitude gera muitos problemas, pois muitas vezes se julga as pessoas, aponta-se dedos, faz-se escarcéu e toma-se atitudes lamentáveis e contraprodutivas inclusive contra quem está nesses próprios meios pois faltou o entender.
Não estou dizendo que entender é deixar que coisas erradas aconteçam, pelo contrário, mas sim de buscar ver qual é a melhor posição a se tomar, de buscar ver se algo é realmente errado, e em que nível. Há coisas que são erradas a nível pessoal, ou seja, só prejudica realmente quem pratica esse algo, o resto é sentimento e ligação emocional, portanto com entendimento e compreensão é possível abstrair e deixar rolar.
Em outros momentos, a atitude errada pode prejudicar realmente uma terceira parte, e ainda assim com entendimento e compreensão é possível mesmo discordando, buscar soluções reais e construtivas para a situação. Muitas vezes quem cometeu o erro, nem sabia que estava errando, ou estava em uma condição fora do costumeiro, o que faz com que a atitude ocorra. Isso geralmente ocorre com crianças, adolescentes, e até mesmo com adultos que não estão situados ou tem um fundo para suas ações.
Essa visão tem inclusive algumas bases na lei, como por exemplo o direito a legítima defesa, que apesar de infelizmente ser atualmente um direito muito deturpado e estar cada vez mais carregado de boatos e manipulações, ainda é um direito, onde a situação do caso deve ser analisada e somente e após o término da análise, deve-se chegar a uma conclusão. Ou seja, antes de se existir uma concordância, há um entendimento.
Peguei o exemplo da lei só para exemplificar as graduações do conceito que estou abordando. Mas poderia usar outros pontos, como por exemplo, entender porque certas pessoas tem certas visões relacionadas a religião, criação familiar, alimentação, etc., visões que apesar de serem as vezes restritivas ou extremamente liberais e existirem discordâncias, se forem analisadas e entendidas se chega a conclusão de que não são exatamente nocivas, e portanto apesar das discordâncias há que se respeitar e deixar ser.
Como disse acima, entender não significa aceitar coisas erradas, nem que não se devam existir punições, mas se aplicarmos o princípio de buscar entender as outras pessoas, descobriremos que em situações onde as consequências são extremas, geralmente poderia se tomar outra posição ou simplesmente nenhuma.
Poderia me estender mais sobre esse tema, citar várias situações e cenários, mas o ponto principal aqui é dizer que nem sempre precisamos concordar com algo, ou deixarmos de agir contra algo, mas que entender é o primeiro passo para decidir qual ação correta deve ser tomada, seja uma ação restritiva, uma ação punitiva, uma ação compreensiva, etc.
Também escrevo para dizer que toda essa ideia pode ser aplicada até mesmo na nossa vida de forma individual. Muitas vezes fazemos coisas que não concordamos ou não aceitamos, e ficamos nos penitenciando e sofrendo, sem entender porquê fizemos o que fizemos. Se buscássemos nos entender talvez poderíamos encontrar respostas e soluções para essas situações, e vivermos uma vida melhor.
E você? Tem buscado entender as pessoas e as situações? Tem buscado se entender? Compartilhe conosco o que tem acontecido com você nessa área!!
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