Tem filmes que antes mesmos de serem lançados, geram inúmeras teorias, inúmeras reações e já criam uma base de fãs automaticamente. Isso pode acontece por influência da capacidade do diretor, pelo tema ou temas abordados, ou por ser algo muito esperado.
E depois de um par de dias de reflexão e descanso, sem postar por aqui, vim do futuro(pois o filme ainda não estreou no Brazil), para falar de A Forma da Água, que é um desses filmes e um pouco mais, pois além da fotografia bonita, apesar de sombria, da trilha sonora, da ambientação muito bem feita, temos algumas coisas a mais.
O tema do filme é polêmico, pois envolve uma relação amorosa entre uma mulher e um ser não humano, uma espécie de anfíbio humanoide. Teve, como sempre, pastores antenados e cinéfilos, que se manifestaram contra a temática do filme, chamando de aberração, fim de mundo, etc.
Nada de muito novo no horizonte, tanto em relação ao tema principal do filme, ou em relação às reações positivas e negativas, afinal, mesmo que o filme fosse bom, teria quem não gostaria, e mesmo que fosse ruim, teria quem consideraria uma obra prima.
Explicando um pouco mais sobre o roteiro do filme, a história retrata o encontro de Eliza, interpretada de forma excelente pela atriz Sally Hawkins, uma zeladora muda, e solitária, que trabalha em uma instituição governamental dos EUA, que possui um laboratório secreto, durante o início da guerra fria e no meio da corrida espacial.
Eliza tem poucos amigos, um deles é o seu vizinho Giles, interpretado de forma bem convincente por Richard Jenkins, que um pintor e artista gráfico homossexual que tem que viver de forma reprimida devido a época e que se vê cada vez mais sem saída para se manter pois sua profissão está cada vez mais em extinção e uma outra amizade forte é a também zeladora e colega de trabalho que a protege, chamada Zelda, uma personagem pequena para a grande atriz que a interpreta, Octavia Spencer.
Um dia, Eliza se encontra com um ser que chega em um tanque, e ao ter atribuída a limpeza do local, junto com sua amiga Zelda, descobre que o ser é um humanoide anfíbio, interpretado por [Doug Jones] (http://www.imdb.com/name/nm0427964/?ref_=tt_cl_t6), cuja verdadeira origem é desconhecida, que foi capturado em algum lugar da América do Sul, onde era tratado como um deus pela população do local. Logo, a solitária Zelda se identifica com o ser, que também de certa forma é mudo, e fica fascinada com ele, nascendo de tudo isso, um grande e estranho amor.
Como não poderia faltar, também temos um vilão, Strickland, interpretado muito bem por Michael Shannon, um veterano do exército responsável pela segurança da operação, cujo personagem é uma reunião de todos os esteriótipos negativos da época, muitos dos quais alguns homens ainda insistem em perpetuar na atualidade, como o machismo, sexismo, a falta de higiene, etc., um homem que abusa de seu poder e posição para oprimir seres que ele considera mais fracos ou que estejam numa posição mais fraca do que a dele, como o Dr. Robert Hoffstetler, interpretado por Michael Stuhlbarg.
E a partir daí o roteiro do filme se desenrola de uma forma interessante, que evitarei descrever para não narrar o filme inteiro.
Filme que acredito que vale as indicações e prêmios que recebeu e que é uma redenção para o diretor e também roteirista Guilherme Del Toro.
Para além da qualidade técnica, da história que o diretor Guilherme Del Toro disse que ter levado 3 anos para escrever, da fotografia bonita e sombria, das polêmicas e das críticas óbvias contra as atitudes de xenofobia, racismo, machismo e sexismo dos anos 60, atitudes que ainda persistem nos dias atuais, para além das muitas indicações e premiações que o filme conseguiu, existe um outro fato:
uma provável conexão com a história da franquia de filmes Hellboy.
Nos filmes da franquia Hellboy lançados até agora, que também tiveram direção de Del Toro, existe um personagem anfíbio muito parecido com o anfíbio d'A Forma da Agua, chamado Abraham "Abe" Sapians que inclusive foi também interpretado por Doug Jones(mencionado acima), cuja origem é misteriosa. Há anos os fãs esperam um spin-off e apesar das promessas e expectativas, até o momento isso parecia que nunca se tornaria realidade, mas as teorias e vários pontos indicam de que apesar de a franquia ter sido resetada, finalmente Del Toro conseguiu fazer o que queria.
Porém, apesar dos indícios, oficialmente Del Toro não confirmou nem negou nada até o momento e cabe esperar os novos filmes de Hellboy, e o tempo, trazerem as respostas para esse mistério que persegue os fãs(entre os quais eu me incluo) da franquia Hellboy.
O filme ainda não estreou no Brasil(uma falha grande de produtora), mas recomendo para quem é fã de um filme bem feito, que entende ou consegue relevar certas críticas e analogias, que quando puder, vá assistir o filme, sabendo que não é recomendável levar crianças pois é um filme adulto! Mesmo que o filme não tenha conexão com Hellboy, vale o ingresso para que se encaixar nos requisitos citados!!
Espero que quem for ver, curta o filme, assim como eu curtirei!!!
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Grato pela atenção e até!!!
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