O texto em itálico e cinza é o original, o em negrito é a resposta do Thomas de hoje.
A EVOLUÇÃO COMO POSSÍVEL PROVA DE UMA INTELIGÊNCIA INCONSCIENTE E INFINITA
Existe um mecanismo inteligente e consciente primordial na natureza que é a base de todo o funcionamento da vida. Essa inteligência pode ser analisada e compreendida em partes quando observamos até mesmo algum sistema simples e comum dos padrões terrestres.
A ideia central desse estudo é tentar trazer luz sobre esse mecanismo de forma que possamos compreendê-lo melhor, ou ao menos reconhecê-lo como de fato existente. Indiferente de nossos anseios e condições, essa inteligência é inata e inconsciente e está em nós representada na programação biológica, de forma que passa batida aos olhos materialistas da ciência convencional. A premissa aqui é de que, independente de quão complexa nossa mente é, temos limitações claras do que somos capazes e não temos acesso ao desenvolvimento fisiológico autônomo, nosso limite é a área intelectual e as camadas superficiais de todos os outros campos. Conseguimos até mesmo exteriorizar a ideia de evolução genética (um arquétipo primordial do ser humano) fazendo deste um campo de estudo e possibilitando a cura de inúmeras doenças. Porém ainda assim, o homem não tem acesso a sua evolução pessoal, modificando este ou aquele aspecto que sabe já não lhe servir mais.
Até aqui tudo bem, temos realmente uma programação biológica de certa forma autônoma, que indiferente de nossa angustia pelo preço do SBD ou do BTC, irá seguir cumprindo seu papel, da mesma forma uma criança, não deixa de crescer por que sofreu um trauma, é lógico, estou simplificando. Mas o primeiro parágrafo bastante impositivo, afirmando com toda veemência a existência de uma inteligência é bastante perigosa. Hoje em dia já sei que essa teoria (que me veio sozinha na época) tem um nome e muito material escrito: Hipótese do Design Inteligente.
Sua natureza se encarrega disso. Indiferente do desejo da espécie, a natureza de sua fisiologia tem um padrão de comportamento, que é a sobrevivência. A natureza da espécie fará tudo que for possível para a sobrevivência do ser, logicamente isso pode se estender por centenas e milhares de anos. Raramente uma espécie tem uma mudança brusca de comportamento ou em grau biológico, mas isso acontece constantemente em uma velocidade própria durante toda a vida de todas as espécies que já existiram em nosso mundo, e possivelmente no universo. Tal tema já foi estudado brilhantemente por Charles Darwin é pode facilitar bastante a compreensão do assunto. Mas o ponto que quero tocar aqui é outro. O de que essa base automática de evolução é a prova concreta de que existe uma inteligência maior por trás de tudo, uma programação base, um software inteligente, intrínseco em nós provavelmente que ou se auto-atualiza cada vez que falha (game over gera um "restart mission"), ou então de que já esta fadado a um caminho de auto-correção inteligente que escolhe de forma correta as melhores opções para aquele momento evolutivo da espécie. Qualquer animal pode ser utilizado como exemplo para essa tese, mas tomarei aqui o cavalo como base, que foi o animal que me causou essa epifania.
O cavalo é um animal forte, musculoso, com um design de corrida invejável, é símbolo de força e de desempenho. Ainda assim, o cavalo é um ser altamente limitado e de pouquíssimas ambições, passa seu tempo comendo, correndo e dormindo. Segue o padrão básico de qualquer ser vivo no quesito fisiológico, nascer, sobreviver, reproduzir e morrer. Apesar de tamanha inconsciência dos mistérios do universo e de não saber a cura do câncer, o cavalo obteve o design perfeito para suas funções, um corpo extremamente rico em equilíbrio, uma obra de arte da fisiologia terrestre, ou melhor, uma obra de arte da natureza. Logo, torna-se claro que não foi o cavalo que desejou obter tal design fisiológico, que essa foi uma sucessão de acertos e erros em sua evolução com o passar das gerações que pouco a pouco compôs tal espécie. É necessário clarear o discernimento pessoal aqui e cutucar o ceticismo irracional para o fato de que o processo ser longíssimo não invalida a idéia de que algo precisa reger tamanha perfeição. O homem tem orgulho de dizer: -Não foi Deus que fez essa cachoeira, foi os incidentes naturais; - Não foi Deus que fez essa tecnologia toda, foi a mão do homem. Pois bem, mas e como se explica uma inteligência matriz que está escrita antes do homem ter surgido na terra? Podemos expandir esse argumento em duzentos exemplos de quão perfeito é o mapa genômico de um ser vivo, e de quão complexa é a tecnologia de um corpo humano que ainda nem conseguimos compreender completamente e a prova disso é nossa sucessiva falha na luta contra o câncer.
Voltando ao cavalo. Esse ser, com o passar de gerações, sempre com suas poucas ambições, comeu centenas e milhares de gramas e moitas diferentes, algumas mais venenosas que outras, mas que em seu forte sistema digestivo inteligente de múltiplos estômagos não trouxe grandes problemas. O cavalo inconscientemente gerou um organismo capaz de transformar os compostos simples da grama em pura energia que fez dele o animal que é hoje. Ele não decidiu viver apenas de grama e ter esse formato (até onde sabemos), mas seu impulso natural de vida e o ambiente em que surgiu ô compôs dessa forma, coube a inteligência inconsciente intrínseca fazer o melhor possível para sua existência.
Aqui já entramos num sério conflito, já dissecado inclusive pelo arrogantíssimo e enfadonho (porém genial demais) Richard Dawkins em suas inúmeras tentativas de trazer lucidez aos homens letrados desse planeta, a começar pelo seu devastador e inquestionavelmente genial "O gene Egoísta", onde, entre inúmeros aprofundamentos e investigações científicas de primeira qualidade, consegue demonstrar sua hipótese seríssima de que são nossos genes que fazem o melhor do melhor (do melhor) em prol da própria sobrevivência, aprimorando-se dia após dia e milênio após milênio (em todo e qualquer ser vivo) e compondo então o que seria a suposta obra de arte pintada por Deus. Olhamos para esse mundo com o brilho de considera-lo perfeito (a estrutura animal, o funcionamento dos neurônios, o sistema absurdamente inteligente da fotossíntese) por que estamos de fato olhando para o melhor uso já feito da matéria viva! É uma obra prima sim, mas antes de qualquer conceito vago que exigiria um variado nível de crença, podemos dizer que o próprio ser em si (indiferente de sua consciência pronta, mas celularmente falando) irá desenvolver seu próprio modelo mais atualizado. De ponta.
Caso ainda não tenha ficado claro meu argumento aqui, farei uma síntese dessa problemática, para que possamos debater e discutir a ideia melhor. Indiferente da inteligência lógica, consciente e profunda de qualquer ser vivo, este contém uma inteligência mais profunda e perfeita que age além de nossas ordens, que constrói nossa evolução genética, biológica, fisiológica. A forma perfeita como se desenvolve (observada em um timelapse fastfoward) prova que sempre seguiu o melhor caminho possível, de modo que deixa claro que indiferente da irracionalidade do ser, algo dentro dele é mil vezes mais inteligente e complexo que nossas melhores dissertações sobre o universo e o cosmos, por que acima de tudo age, e não apenas teoriza.
O próprio Dr Richar Dawkins em um documentário feito para a TV, creio eu, mostrou o que seria a prova cabal de que: Ou Deus errou o design em determinado momento ou de fato o tal design é concebido pela existência em si dos seres e isso pode levar a caminhos improváveis mais também funcionais (porém não a opção que seria a mais inteligente, provavelmente escolhida por um "criador") e essa prova é o pescoço da girafa. A girafa é um animal imenso, com um pescoço imenso. Acontece que no processo evolutivo dela, seu pescoço foi se alongando com o passar dos anos (através da seleção natural, né) e acabou que seu nervo laríngeo passou por um processo desnecessário que podemos resumir como desperdício de composição, o nervo dá uma volta desnecessária até o peito da girafa, lá longe da laringe e volta todo o caminho, isso se deu exatamente pelo modo como foi crescendo conforme o passar dos séculos. É uma explicação meio bizarra para quem não estuda biologia ou talvez por que eu não soube descreve-lo, mas podemos dar outros exemplo, como o ponto cego de nossa vista, um ponto onde "nada" existe, normalmente capaz de causar acidentes ou mesmo ilusões de desaparecimento.
Agora se você está aí pensando que eu estou tentando refutar um Thomas do passado apenas para expressar alguma suposta afirmação ateísta, pode tirar seu cavalinho da chuva (como dizem por aí), por que na final das contas, o conceito de uma consciência organizadora tem como vantagem (ou trapaça) superar toda e qualquer hipótese, por que como diria um católico: Deus é maior.
Minha visão de mundo hoje diz que uma consciência criadora (seja ela um operador de sistemas que criou-nos num terminal do tipo Linux em algum nível avançadíssimo de realidade no melhor estilo Rick e Morty) não precisa necessariamente estar atenta a sua "criação" como se importasse-se com ela, como um pai. Quem sabe a brincadeira na qual fomos inseridos consiste em ver até onde podemos ir sem um empurrão de fora. Quem sabe esse motivo inicial tenho apenas sido um motivo inicial, um start. Como quando você criava uma família no The Sims e os deixava no piloto automático... Alguns acabam mijados e com fome, outros perdiamo a hora... é um resumo de nosso mundo não é mesmo?
Mas brincadeiras a parte, eu considero no mínimo necessário imaginar que sim, existem níveis avançadíssimos de consciência, sejam o que chamam de Deus ou Deuses ou sejam programadores comendo fritura em outro nível dimensional, mas é pouco provável que todo esse imenso laboratório seja apenas um "nada" acontecendo no meio do "nada".
Obrigado por ler! Aguardo sua opinião!