Fonte da imagem: https://direitasja.com.br
Desde a redemocratização, a mídia começou a dar um enfoque maior aos acontecimentos ligados a atos de improbidade e corrupção dentro do governo, principalmente após o caso do PC farias no governo Collor de Mello, o que gerou um repúdio nos corações brasileiros, vendo pouco a pouco seu país sendo dilapidado por interesses pessoais. Mas mesmo quando não se vê falar em corrupção na televisão, logo a associamos aos problemas cotidianos, como falta de saneamento básico, ruas esburacadas, moradia irregulares, criminalidade, educação defasada, a saúde pública sem profissionais e equipamentos entre outros fatores que nos causam indignação e perplexidade de se ver um país com tantas riquezas, com as características de um cenário pós-guerra.
Para se falar a verdade, essa associação com a corrupção é na verdade algo positivo para nossos governantes para que a população nunca saiba o que verdadeiramente leva o país a esta desordem. De fato, a corrupção se tornou generalizada, em todas as esferas e em todos os poderes democráticos, porém o que não se fala é que na verdade ela é consequência de uma estrutura estatal, em que nosso “pacto federativo” é apenas uma fachada, pois a maior parte dos recursos, que deveriam permanecer nos municípios para a realização de toda a infraestrutura, vai para o governo federal, que goza de inúmeros privilégios, cargos, benefícios e poder para decidir onde empregar os recursos recolhidos através da tributação do trabalhador brasileiro.
Da distribuição tributária, a União fica com 57,6% do que se é recolhido e os municípios com apenas 18,3%, logo abaixo dos estados com 24,7% segundo Paulo Souto. Os impostos municipais são os menos rentáveis como o IPTU, ITBI e ISS. As vacas gordas estão nas mãos do executivo federal, o que lhe concede, inevitavelmente um poder extremamente perigoso. Além da questão estrutural e se aproveitando dela é a ideológica. As políticas de construção de um Estado socialista é a centralização do poder, a estatização da economia e o monopólio dos meios de produção. Para falar a verdade no Brasil, desde Getúlio Vargas já se vivenciou esse tipo de manobra centralizadora, como o seu modelo governamental, baseado no autoritarismo cientificista, que consiste em um Estado forte, burocrático e interventor. Por mais que ainda não estejamos plenamente em uma nação socialista, o nosso modelo estatal é bem próximo dela. Veja que tanto a estrutura estatal como as ideologias marxistas andam juntas. Para a consolidação de uma, será necessário a outra.
O Brasil possui mais de 150 empresas estatais federais; 39 ministérios; o monopólio de várias atividades como por exemplo a extração e refino do petróleo e serviços postais, energia elétrica; possui bancos, institutos, agências reguladoras, portos, aeroportos; financia partidos políticos, artistas e produções culturais e cinematográficas; além de burocratizar a abertura de empresas, e possuir uma pesada carga tributária e uma legislação trabalhista em que ambas atrapalham a atividade empresarial e a geração de empregos.
Quando uma pessoa está doente, não se busca tratar os sintomas, mas sim a doença, ou seja, o cerne central de todos os problemas. Por isso, para um dia imaginarmos ser um país um pouco diferente do que vemos em nosso cenário atual é necessário lutar por aquilo que realmente causa os males que estão, há décadas destruindo nossa economia e nossa sociedade, pois não se luta contra as consequências, mas contra a origem dos problemas que a ela levaram.
Nota: Temos um fórum de discussão e produção de conteúdo de cunho conservador no Discord, se tiverem o interesse: https://discord.gg/cvZ6Ps9